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OS PRECURSORES – ARTE E FÉ – 1997
As primeiras manifestações teatrais do Grupo Teatral ARTEVIDA tiveram início em 1997, com o Grupo de Jovens Vida Nova, da Paróquia Santo Antonio, liderado por Sergio Silva, que também dirigia as peças de cunho evangelizador, com mensagens voltadas à fé e à moral cristãs. Desta fase embrionária destacam-se as seguintes montagens católicas:
• Março/1997 – “Cristo não se compra, se encontra” – Texto: MEB - Araraquara/SP.
• Julho/1997 – “Indiferença” (Drama) e “Insônia” (Pantomima) – Roteiro: Sérgio Silva.
• Novembro/1997 – “O Piripaque” e Estátua da Verdade (Comédia) – Adap. Sérgio Silva.
O INÍCIO – ARTE E VIDA - 1998
Com a emancipação político-administrativa de Gavião Peixoto, em 1998, a primeira administração municipal em parceria com a Delegacia Regional de Cultura, trouxe ao Município uma Oficina de Teatro, ministrada pelos professores Dalcir Fioravante e Lulu Martins. A oficina contou com a participação de 25 jovens, e entre eles, Sergio Silva e alguns membros do Grupo de Jovens.
A Oficina durou de março a julho daquele ano, com a inscrição do grupo batizado de ArteVida, na Fase Regional do Mapa Cultural Paulista, sediada em Itápolis, com a comédia “Casamento por Encomenda”, com texto de Sergio Silva, que conquistou o Prêmio de Ator Revelação, o que fez os professores confiarem a direção do grupo ao jovem e promissor autor.
A BASE – ESTUDO E PESQUISA – 1999
A experiência do ano anterior, embora fosse bem sucedida, mostrou ao grupo que faltava embasamento teórico ao seu trabalho. Portanto, o grupo desligou-se da vertente e religiosa e não realizou nenhuma montagem, dedicando-se ao estudo e à pesquisa de linguagens e métodos da carpintaria teatral. Sérgio Silva escreve a próxima peça do Grupo.
OS FRUTOS – TRIPLA PREMIAÇÃO – 2000
Valorizando a riqueza cultural interiorana, o Grupo volta a participar da Fase Regional do Mapa Cultural, com o drama “O Milagre do Ladrão”, escrito por Sérgio Silva no ano anterior e inspirado na música sertaneja raiz de Zilo e Zalo, de mesmo título.
O grupo assumiu definitivamente o teatro popular como linguagem de trabalho. Com um espetáculo rico em regionalismo, onde a exploração do homem pelo homem é uma constante, o grupo universalizou o seu canto, como diria Bertold Bretch, alcançando três premiações individuais:
Atriz Revelação – Marli Istruder;
Melhor Ator Coadjuvante – Junior Rodrigues;
Melhor Atriz Coadjuvante – Cristiane Rodrigues.
O AUGE – ARTE E PRIMOR – 2001
Na sua melhor fase, o Grupo Teatral Artevida montou o seu primeiro clássico da dramaturgia brasileira: “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna.
Com adaptação e direção de Sérgio Silva, a cômica releitura do grupo foi apresentada no Teatro Municipal de Araraquara e obteve a segunda melhor bilheteria, só perdendo para o tarimbado grupo anfitrião, Belas-Artes, da Unesp Araraquara.
O espetáculo demarcou o amadurecimento e o aprimoramento técnico do elenco, rendendo ao grupo o Prêmio de Incentivo ao Teatro, na Fase Regional do Mapa Cultural Paulista daquele ano.
Foi o primeiro prêmio coletivo do grupo e a montagem de maior repercussão junto ao público e consagrou a comédia como o gênero de maior identificação do grupo.
Nesta montagem outros atores foram convidados para comporem o elenco e alguns tiveram a sua primeira experiência teatral.
A COMUNIDADE – DE VOLTA ÀS ORIGENS – 2002
Em 2002, o Grupo dedicou-se exclusivamente à comunidade local. Foram realizadas duas montagens: “A Noite do Riso” (Montagem com 03 peças) e “O Pequeno Manual do Bem Viver”, todas escritas por Sérgio Silva. “O Pequeno Manual do Bem Viver”, foi apresentada diversas vezes na comunidade, nas escolas e acabou recebendo o convite da Delegacia Regional de Cultura, para ser apresentada no Pavilhão Cultural da Facira daquele ano.
O DESAFIO – ARTE MAQUIAVÉLICA – 2003
O Grupo resolveu ousar mais uma vez. Levou para a Fase Regional do Mapa Cultural, o clássico “A Mandrágora”, de Nicolau Maquiavel, com adaptação de Júlio Ribeiro da Silva, de Matão. O primeiro clássico da dramaturgia mundial montado pelo grupo confirmou a maturidade do elenco, embora tenha pesado e exigido muito do jovem e inexperiente grupo. Mesmo assim, o grupo alcançou o seu melhor resultado: A segunda suplência (3º lugar) e o Prêmio de Atriz Revelação para Pâmela Pires, na Fase Regional do Mapa Cultural Paulista, novamente sediada em Itápolis.
A DRAMATURGIA – ARTE E PARCEIRIA - 2004
O texto de Sérgio Silva participa do III – Concurso Fundacc de Dramaturgia, em Caraguatatuba/SP e de lá volta para os palcos da Região. “O Mistério” que foi montado pelo Grupo Art&Manhas da cidade de Nova Europa, na Fase Regional do Mapa em 2003, alcançando o Prêmio de Estímulo à Dramaturgia e o Prêmio de Ator Revelação ao protagonista Junior Almeida, também é montado pelo elenco gavionense com as participações de Junior Almeida e Lucas Santos. A montagem marcou uma profícua parceria entre os artistas das duas cidades, e consolidou o tino artístico de Sergio Silva para a Dramaturgia.
A FUNÇÃO SOCIAL – SOLTANDO O VERBO
Também em 2004, o Grupo passou a apresentar a Leitura Dramática do texto “Soltando o Verbo” de Zécarlos de Andrade, adaptado por Sérgio Silva. A leitura foi direcionada para a classe estudantil pelo conteúdo didático do texto. A recepção foi extraordinária! É como se uma aula multidisciplinar fosse ministrada, com muito didatismo e bom humor.
“Soltando o Verbo” tornou-se um trunfo do Grupo, e foi apresentada em várias escolas de ensino fundamental e médio, e ainda, no SESC Araraquara, na Gincana da Cidadania e na Faculdade de Educação São Luís, de Jaboticabal, na VI Semana de Letras.
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Fonte: Grupo Teatral ArteVida